ATENÇÃO: Blog sem vínculos institucionais! Instrumento particular do Professor.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pascoa

Páscoa


Páscoa quer dizer passagem, mudança de vida.

Na Páscoa lembramos quando Jesus Cristo voltou a viver: passou da morte para a vida.

Por isso Páscoa quer dizer também: MUDANÇA DE VIDA, VIDA NOVA.

A Páscoa é representada:

Pelo ovo: ele traz dentro uma nova vida, a do pintinho, do passarinho.

Pelo coelho: ele tem muitos filhotes, muitas novas vidas.

A Páscoa deve ser essa VIDA NOVA para nós.

E você: o que precisa mudar para que sua vida seja nova também?


Autor: João Cesar.

________________________________________________

 

POR QUE CADA ANO A PÁSCOA TEM UMA DATA DIFERENTE?

Na verdade, a Páscoa Cristã (Ressurreição de Jesus Cristo) é consequência de duas outras datas:


1) A Páscoa judaica (que coincidiu com a morte e ressurreição de Jesus Cristo - basta lembrar que os judeus tiveram pressa em crucificar e retirar Jesus da cruz, pois estavam na véspera da páscoa judaica e não queriam estragar a solenidade, veja isso nos Evangelhos,especialmente no de São João, cap. 19, versículo 31).


2) Festas pagãs de comunidades europeias primitivas, que festejavam a chegada da Primavera e reverenciavam a natureza por seus frutos.


Então a Páscoa enquanto data é resultado da junção dessas duas datas, com prevalência óbvia da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sobretudo para substituir a festa pagã da primavera.


Dessa forma, a Páscoa sempre é comemorada na noite do sábado da primeira lua cheia após o equinócio de março, continuando no domingo, dai a Páscoa sempre no domingo - primeiro dia da semana (início da primavera na Europa, outono para nós - vale lembrar das aulas de Geografia). Por isso a data da Páscoa sempre é móvel, pois segue o calendário lunar.


E a Páscoa é a data central do calendário católico. A partir dela (noite do 1º sábado de lua cheia após o equinócio de março) são calculadas todas as outras datas católicas, antes e depois:


• Quarenta dias antes é a Quaresma (lembrando os 40 dias que Jesus esteve no deserto), antes dela o carnaval e a quarta-feira de cinzas (o carnaval é calculado a partir da Páscoa, e não esta a partir dele).


• Cinquenta dias após a Páscoa temos Pentecostes (a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, que estavam com medo, pois Jesus ressuscitado já havia voltado definitivamente ao céu na ascensão; a partir de Pentecostes ficaram com coragem de anunciar sua fé). Dai duas semanas, em uma 5ª feira, temos a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo.


Pode parecer que eu queira fazer catequese ou doutrinamento neste espaço. Nada disso. Quero apenas explicar o porque das datas móveis de origem católica. Mesmo porque são datas, em sua maioria, presentes no calendário civil.
Portanto nada mais justo conhecer suas origens.


Texto: João Cesar.

sábado, 13 de março de 2010

Alerta aos Educadores Paulistanos

Há pelo menos quatro anos há índicios muito fortes de uma terceirização/privatização do ensino municipal. Quando eu comentava, na ocasião, com alguns colegas, muitos duvidavam. Mas agora o negócio começa a "pegar forma".

Há decadas existem convênios com entidades particulares, sobretudo na questão dos CEIs (antigas creches): é mais fácil firmar convênios desse tipo do que fazer crescer a rede; é mais fácil colocar o dinheiro na mão das entidades, para elas se virarem, do que a própria administração fazer aquilo que é seu dever constitucioal: prover as necessidades educativas da população, e de forma direta (com seus equipamentos e seus recursos humanos, não os de terceiros).

Em 2006, por ocasião do Programa "São Paulo é uma escola", ao ampliar-se o tempo de permanência dos alunos dentro da escola (cumprindo a tal ampliação colocada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), criou-se em São Paulo a figura do oficineiro e das ONGs na Educação: as sextas aulas eram administradas por pessoas ligadas a entidades pagas pelo dinheiro público. Viu-se a criação de muitas ONGs para essa finalidade.

Claro que existem as ONGs sérias. Mas aflorou-se muitas com atitudes duvidosas. Por exemplo: juntar duas ou mais classes em uma única sala de aula e trabalhar capoeira, para ganhar por três turmas ao mesmo tempo. Nesse exemplo, obviamente, a qualidade do trabalho é nitidamente questionável pelos resultados obtidos: alunos machucados por trabalharem em espaço não compatível com a prática - e sobrava para os professores dessas turmas justificarem o injustificável para as mães que lhes reclamavam (quando não ameaçavam).

Paralelamente a isso, sempre existiram entidades ligadas a bancos e emissoras televisivas que se propuseram a fazer "trabalhos voluntários" dentro das escolas.  Nessas escolas o progresso não é atribuído ao trabalho docente, mas a esse trabalho terceirizado. Cria-se no inconsciente coletivo de que o público não tem qualidade, por isso o privado precisa se intrometer.

Junta-se a isso, mais recentemente, uma onda de propagandas institucionais de várias entidades e fundações mostrando seus feitos em suas instituições educativas, para alimentar ainda mais nesse inconsciente coletivo de que o privado gera soluções educacionais, o público está falido. Não cabe neste blog elencar essas entidades, mas devemos lembrar de algumas dessas propagandas, como a de uma fundação ligada a um grande banco privado, que diz possuir "a maior rede de ensino privado gratuito do Brasil";  ou de uma entidade ligada a industriários que sempre mostra sua qualidade no ensino técnico. Sem falar de uma entidade montada por um artista novelistico que sempre se coloca como "amigo" da escola (como se o docente fosse seu "inimigo" e, por isso, precisa de um "amigo" para melhorar-lhe a "qualidade").

Neste início de 2010 finalmente está se falando aos docentes sobre um "Plano Municipal de Educação". Acontece que esse plano não foi criado agora, é uma caminhada iniciada há anos, na qual o docente não foi chamado inicialmente. Sabe quem foi chamado desde o início e está contribuindo com sua "visão de educação"? Se ainda não se deu conta, volte ao início deste artigo e leia-o atentamente. Se ainda não percebeu porque há um discurso sobre as faltas dos professores e da criação de parâmetros institucionais de avaliação da rede, por favor, pare tudo agora e reflita profundamente sobre tudo o que estamos passando na rede nos últimos anos!

Agora pare um pouco e pense como o transporte coletivo vem sendo administrado aqui em São Paulo há mais de 10 anos. Não parece, mas tem tudo a ver com o que está acontecendo na Educação - e ninguém fala nada!

Veja: anteriormente tinhamos a CMTC (Companhia Municipal de Tranportes Coletivos), com frota própria e que controlava a frota de ônibus das empresas privadas (exatamente como acontece na Educação: a Prefeitura tem sua rede de escolas, mas gerencia as escolas particulares).

Acontece que a CMTC "comia" muito dinheiro público e era ineficiente. Então, ao invés de sanar os problemas internos dela, optou-se por "vendê-la" a empresas particulares (estas sim, são eficientes, como no discurso velado das entidades "parceiras" da Escola). A CMTC deixou de existir enquanto empresa pública (sua frota passou para empresas particulares) e em seu lugar criou-se um órgão gerenciador do transporte coletivo, a SPTrans (São Paulo Transportes): agora não tem mais frota, gerencia a frota das empresas particulares. Ou seja: trocou-se o público pelo terceirado, exatamente como ocorrerá com a Educação!

Continuando essa comparação da Educação com os transportes: sabe o que acontece com muitas empresas de ônibus aqui em São Paulo: elas não têm mais o funcionário com registro em carteira, contrata o motorista e o cobrador como um funcionário autônomo, numa espécie de "quarteirização" - dizem que é uma forma "eficiente" de se contratar, pois os encargos sociais "pesam" muito na folha de pagamento e que o funcionário registrado tem "muitos direitos" os quais atrapalham a "eficiência da empresa". Não parece com o discurso de que as faltas abonadas dos professores prejudicam a "qualidade" da educação?

Tem mais: há escolas particulares por este mundo afora que já "quarteirizaram" seu quadro docente, exatamente como várias empresas de ônibus fizeram com seus funcionários. Agora isso tudo chegar na rede municipal paulistana é uma questão de tempo!

Agora pare mais um pouco e reflita a quem interessa esse discurso de ótimos resultados em prova disso e daquilo. Pense também naquele seu aluno portador de necessidade especial, que teve um grande desempenho em aula, mas que as provas instituionais são incapazes de avaliar. Pense no porque sua gratificação salarial está atrelada aos resultados das provas institucionais e às faltas docentes. Pense numa rede estadual que já premia seus docentes por supostos "méritos". Pense num jornalista, proprietário de uma ONG, que critica o público e enaltece o privado. E, finalmente, compare, como eu fiz, o que aconteceu na administração do transporte coletivo paulistano e no que vem acontecendo conosco e em nosso sistema de ensino.

Pense com carinho. Mas não fique só no pensar e no lamentar. Porque enquanto estivermos lamentando e queixando, alguém estará tomando decisões em nosso lugar. E quando nos dermos conta, será muito tarde, estaremos "estufados e mortos" como o sapo que aqueceu-se junto às águas de sua lagoa: reclamava, mas não tomava qualquer atitude.

Escrevo e publico este arquivo em um fim de semana, fora de meu local e horário de trabalho, para que eu possa analisar a situação à distância, sem "sofrer" com as "consequências" do aquecimento da água de "nossa lagoa".

Abraços fraternais.


João César

Em tempo: estou cumprindo o dispositivo constitucional de liberdade de expressão. E ninguém poderá sentir-se ofendido por este artigo, uma vez que não citei nomes de absolutamente ninguém. E mais: "contra fatos não há argumentos", como se diz popularmente.

Alerta aos Educadores Paulistanos

Há pelo menos quatro anos há indícios muito fortes de uma terceirização/privatização do ensino municipal. Quando eu comentava, na ocasião, com alguns colegas, muitos duvidavam. Mas agora o negócio começa a "pegar forma".

Há décadas existem convênios com entidades particulares, sobretudo na questão dos CEIs (antigas creches): é mais fácil firmar convênios desse tipo do que fazer crescer a rede; é mais fácil colocar o dinheiro na mão das entidades, para elas se virarem, do que a própria administração fazer aquilo que é seu dever constitucional: prover as necessidades educativas da população, e de forma direta (com seus equipamentos e seus recursos humanos, não os de terceiros).

Em 2006, por ocasião do Programa "São Paulo é uma escola", ao ampliar-se o tempo de permanência dos alunos dentro da escola (cumprindo a tal ampliação colocada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), criou-se em São Paulo a figura do oficineiro e das ONGs na Educação: as sextas aulas eram administradas por pessoas ligadas a entidades pagas pelo dinheiro público. Viu-se a criação de muitas ONGs para essa finalidade.

Claro que existem as ONGs sérias. Mas aflorou-se muitas com atitudes duvidosas. Por exemplo: juntar duas ou mais classes em uma única sala de aula e trabalhar capoeira, para ganhar por três turmas ao mesmo tempo. Nesse exemplo, obviamente, a qualidade do trabalho é nitidamente questionável pelos resultados obtidos: alunos machucados por trabalharem em espaço não compatível com a prática - e sobrava para os professores dessas turmas justificarem o injustificável para as mães que lhes reclamavam (quando não ameaçavam).

Paralelamente a isso, sempre existiram entidades ligadas a bancos e emissoras televisivas que se propuseram a fazer "trabalhos voluntários" dentro das escolas.  Nessas escolas o progresso não é atribuído ao trabalho docente, mas a esse trabalho terceirizado. Cria-se no inconsciente coletivo de que o público não tem qualidade, por isso o privado precisa se intrometer.

Junta-se a isso, mais recentemente, uma onda de propagandas institucionais de várias entidades e fundações mostrando seus feitos em suas instituições educativas, para alimentar ainda mais nesse inconsciente coletivo de que o privado gera soluções educacionais, o público está falido. Não cabe neste blog elencar essas entidades, mas devemos lembrar de algumas dessas propagandas, como a de uma fundação ligada a um grande banco privado, que diz possuir "a maior rede de ensino privado gratuito do Brasil";  ou de uma entidade ligada a industriários que sempre mostra sua qualidade no ensino técnico. Sem falar de uma entidade montada por um artista novelistico que sempre se coloca como "amigo" da escola (como se o docente fosse seu "inimigo" e, por isso, precisa de um "amigo" para melhorar-lhe a "qualidade").

Neste início de 2010 finalmente está se falando aos docentes sobre um "Plano Municipal de Educação". Acontece que esse plano não foi criado agora, é uma caminhada iniciada há anos, na qual o docente não foi chamado inicialmente. Sabe quem foi chamado desde o início e está contribuindo com sua "visão de educação"? Se ainda não se deu conta, volte ao início deste artigo e leia-o atentamente. Se ainda não percebeu porque há um discurso sobre as faltas dos professores e da criação de parâmetros institucionais de avaliação da rede, por favor, pare tudo agora e reflita profundamente sobre tudo o que estamos passando na rede nos últimos anos!

Agora pare um pouco e pense como o transporte coletivo vem sendo administrado aqui em São Paulo há mais de 10 anos. Não parece, mas tem tudo a ver com o que está acontecendo na Educação - e ninguém fala nada!

Veja: anteriormente tínhamos a CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), com frota própria e que controlava a frota de ônibus das empresas privadas (exatamente como acontece na Educação: a Prefeitura tem sua rede de escolas, mas gerencia as escolas particulares).

Acontece que a CMTC "comia" muito dinheiro público e era ineficiente. Então, ao invés de sanar os problemas internos dela, optou-se por "vendê-la" a empresas particulares (estas sim, são eficientes, como no discurso velado das entidades "parceiras" da Escola). A CMTC deixou de existir enquanto empresa pública (sua frota passou para empresas particulares) e em seu lugar criou-se um órgão gerenciador do transporte coletivo, a SPTrans (São Paulo Transportes): agora não tem mais frota, gerencia a frota das empresas particulares. Ou seja: trocou-se o público pelo terceirado, exatamente como ocorrerá com a Educação!

Continuando essa comparação da Educação com os transportes: sabe o que acontece com muitas empresas de ônibus aqui em São Paulo: elas não têm mais o funcionário com registro em carteira, contrata o motorista e o cobrador como um funcionário autônomo, numa espécie de "quarteirização" - dizem que é uma forma "eficiente" de se contratar, pois os encargos sociais "pesam" muito na folha de pagamento e que o funcionário registrado tem "muitos direitos" os quais atrapalham a "eficiência da empresa". Não parece com o discurso de que as faltas abonadas dos professores prejudicam a "qualidade" da educação?

Tem mais: há escolas particulares por este mundo afora que já "quarteirizaram" seu quadro docente, exatamente como várias empresas de ônibus fizeram com seus funcionários. Agora isso tudo chegar na rede municipal paulistana é uma questão de tempo!

Agora pare mais um pouco e reflita a quem interessa esse discurso de ótimos resultados em prova disso e daquilo. Pense também naquele seu aluno portador de necessidade especial, que teve um grande desempenho em aula, mas que as provas institucionais são incapazes de avaliar. Pense no porque sua gratificação salarial está atrelada aos resultados das provas institucionais e às faltas docentes. Pense numa rede estadual que já premia seus docentes por supostos "méritos". Pense num jornalista, proprietário de uma ONG, que critica o público e enaltece o privado. E, finalmente, compare, como eu fiz, o que aconteceu na administração do transporte coletivo paulistano e no que vem acontecendo conosco e em nosso sistema de ensino.

Pense com carinho. Mas não fique só no pensar e no lamentar. Porque enquanto estivermos lamentando e queixando, alguém estará tomando decisões em nosso lugar. E quando nos dermos conta, será muito tarde, estaremos "estufados e mortos" como o sapo que aqueceu-se junto às águas de sua lagoa: reclamava, mas não tomava qualquer atitude.

Escrevo e publico este arquivo em um fim de semana, fora de meu local e horário de trabalho, para que eu possa analisar a situação à distância, sem "sofrer" com as "consequências" do aquecimento da água de "nossa lagoa".

Abraços fraternais.

João César

Em tempo: estou cumprindo o dispositivo constitucional de liberdade de expressão. E ninguém poderá sentir-se ofendido por este artigo, uma vez que não citei nomes de absolutamente ninguém. E mais: "contra fatos não há argumentos", como se diz popularmente.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Amigo e



É, amigo é
Um passarinho que vem te acordar
Que vem te avisar que a noite já passou
Que amanheceu e uma estrela no jardim brilhou

E é o Sol, que amigo é
Está lá fora só prá te lembrar
Que o dia que começa um outro amigo é
Pois traz a chance de recomeçar

Refrão:
É, amigo é
A natureza, um alguém que te quer
Todo sonho que você procura realizar
Num amigo você vai encontrar

É, amigo é
Uma pessoa prá nos compreender
Só ele vai saber seus medos e ajudar
Quando você chorar tão triste te fará sorrir

Porque ele tem, amigo tem
Palavra certa que só traz a paz
Não pensa em receber, só quer oferecer
Sua amizade tão sincera

Refrão:
É, amigo é
A natureza, um alguém que te quer
Todo sonho que você procura realizar
Num amigo você vai encontrar

É, amigo é
Uma certeza de uma companhia
Que te conduzirá no que melhor achar
Tentando sempre o impossível para te ajudar

Porque ele tem, amigo tem
Um saber mágico prá te entender
E não importa se difere no pensar
Amigo sempre ao seu lado está

Refrão:
Amigo é
A natureza, um alguém que te quer
Todo sonho que você procura realizar
Num amigo você vai encontrar

É, amigo é
A natureza, um alguém que te quer
Todo sonho que você procura realizar
Num amigo você vai encontrar
Num amigo você vai encontrar
Num amigo você vai encontrar...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Se a Crianca

Dedico este texto a todas as famílias neste início de ano escolar. Pensemos com carinho na educação recebida pelas crianças. Existe uma parte que é responsabilidade da escola. Mas outra, que vem antes da escola, é responsabilidade da família. E não pode ser repassada a ninguém, pois família tem autoridade de família; escola tem autoridade de escola. Parceria não é troca de papeis, de obrigações, mas ajuda mútua no que cada um pode colaborar para o bem das crianças. Reflitam e sejam todos bem vindos!

SE A CRIANÇA...


Se a criança vive com críticas, ela aprende a condenar.

 
Se a criança vive com hostilidade, ela aprende a agredir.

 
Se a criança vive com zombarias, ela aprende a ser tímida.

 
Se a criança vive com humilhação, ela aprende a se sentir culpada.

 
Se a criança vive com tolerância, ela aprende a ser paciente.

 
Se a criança vive com incentivos, ela aprende a ser confiante.

 
Se a criança vive com retidão, ela aprende a ser justa.

 
Se a criança vive com elogios, ela aprende a apreciar.

 
Se a criança vive com aprovação, ela aprende a gostar de si mesma.

 
Se a criança vive com aceitação e amizade, ela aprende a encontrar amor no mundo


 
Fonte: Folhinha do Sagrado Coração 2005 (www.editoravozes.com.br)

Este e outros Textos em: http://textosmeditativos.blogspot.com/



PARA REFLETIR:

• E as nossas crianças, como vivem?

O que damos a elas?

O que esperamos delas?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

oracao

Deus, 


dê-me a sabedoria para mudar as coisas que eu posso mudar;  


paciência para aceitar as coisas que eu não posso mudar 


e discernimento para saber a diferença.



AMÉM.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Chega de Formulas - Educar vai muito alem disso

Em vários lugares, quer sejam escolas particulares ou públicas, os professores são tratados cada vez mais como idiotas. É isso mesmo! A expressão é forte, mas é a realidade! Vejamos porque:

Todos nós professores passamos por cursos de formação, desde o antigo Normal (Magistério), até a graduação e pós graduação. Claro que cursos e diplomas não significam muito, mas atestam que algum contato formativo o professor teve. Como o mundo está em constantes mudanças, e o educador deve acompanhá-las, a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional prevê também a formação em trabalho, ou seja, em determinados momentos o professor tem oportunidade de ler, refletir sobre novas descobertas e experiências no campo educativo. Isso garante-lhe atualização, ganho de ferramentas com as quais poderá usar em sala de aula.

Essa formação em trabalho a Prefeitura do Município de São Paulo foi pioneira em implantar em sua rede, nos anos 90. É a tal da JEI (Jornada Especial Integral), na qual o coletivo de professores tem a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos teóricos e trocar experiências. Ou seja: são oferecidas várias ferramentas para que o professor possa utiliza-las nos momentos mais adequados em suas aulas.  Não são momentos esporádicos, são momentos fixos ao longo da semana, pelos quais o professor é remunerado. É um investimento no professor.

Com o passar do tempo esse espaço formativo coletivo vem perdendo forças devido a novos enfoques dados a esses momentos. Gradualmente a reflexão e troca de experiências têm dado lugar a repasse de informes de como deve-se implantar programas praticamente já prontos e acabados, em sala de aula. O fornecimento de ferramentas e oportunidade de reflexão e escolha das mais adequadas em cada momento foi substituído pelo seguimento de uma única ferramenta, presente em verdadeiros manuais a serem aplicados cotidianamente. Seria mais ou menos como deixar uma oficina apenas com uma chave de fenda e um martelo, e dizer ao profissional quando e como usar essas duas ferramentas. Fecha-se cada vez mais as oportunidades de reflexão e escolhas.

Claro que é uma Rede de Ensino e, como tal, deve ter sua marca, suas características, suas orientações. Isso não se discute! Não se questiona também a qualidade dos materiais desenvolvidos pois em sua maioria são de ótima qualidade, com propostas muito ricas. O que se questiona é a retirada do poder de escolha e de decisão das mãos do professor. Somente o professor é capaz de usar a ferramenta certa, no momento certo, com o aluno certo. A mantenedora é, de certa forma, obrigada a subsidiar o coletivo de professores com as mais diversas ferramentas, não somente com aquela que julga a prioritária - com ou sem motivo (não cabe também discutir isso aqui).

Chego aqui a um ponto muito polêmico, mesmo entre os professores, mas não poderia deixar de lado, pois é o viés de toda essa discussão: o método de ensino! Isso mesmo, pego pesado ao falar de método de ensino, pois há muito radicalismo em defesas e combates. Eu mesmo, em início de carreira, fui defensor ferrenho de um e crítico cego de outro. Mas nestes mais de 16 anos em sala de aula (veja bem o grifo: em sala de aula) o aluno mostrou-me que o limite é ele: há quem se alfabetize mais facilmente por um do que pelo outro. E essa situação cotidiana fez-me lembrar de como fui alfabetizado (claro que não se pode repetir a experiência no hoje e no agora, o contexto é diferente, mas a situação é a mesma): brincando com letras e sons, algo não muito bem visto hoje, mas deixou-me tão maravilhado enquanto criança, que de certa forma trouxe-me de volta as aulas, como professor.


Tem aluno que consegue evoluir em suas hipóteses de leitura e escrita, porque são estimulados TAMBÉM fora da escola (e ai conseguem facilmente "avançar" do pré silábico, por exemplo). Mas há aqueles que são estimulados SOMENTE em sala de aula, e teriam que dispor de um tempo relativamente maior para sua "evolução", "passagem". E cabe exclusivamente ao professor verificar e aplicar a ferramenta adequada no momento certo, sempre em benefício do aluno. Mas como, se agora se pode tirar parafusos somente com chave de fenda? E os parafusos que precisam de chave philips ou mesmo de um alicate, como ficam? Lembrem-se da comparação que fiz com a oficina. Então o parafuso que precise de outra ferramenta ficará excluído do processo?

Muitos dos colegas professores devem estar incomodados com essa leitura. Respeito-os, como fui respeitado por outros colegas quando eu não havia descoberto isso ainda. Lembrem-se que todos os métodos tem seus pontos positivos, mas devemos usá-los de acordo com as necessidades do aluno, nosso bem maior enquanto educadores. Ser capaz de acolher o aluno em suas necessidades didáticas é nossa obrigação, é a verdadeira inclusão. Mas como fazê-lo se não somos subsidiados, se dão-nos uma caixa de ferramentas apenas com chave de fenda e martelo. Claro que na hora do desespero com aquele parafuso que não "gira", somos tentados em dar-lhe uma bela martelada. Mas fazer o que: em nossa maleta há somente chave de fenda (e de um tamanho só, apesar de cabos coloridos), e um martelo. Tirou-se a oportunidade de usarmos a chave philips com aquele parafuso de cabeça diferente (olha a inclusão ai, minha gente!), ou o alicate com aquele parafuso "duro de se lidar". Entenderam minhas comparações, colegas? Para quem me conhece pessoalmente creio que sim, mas aqui pela internet...


Fico com a fala inteligente de uma estagiária nossa: "como respeitar o tempo da criança em evoluir de uma hipótese para outra se a Prefeitura cobra que a classe toda esteja já em uma determinada hipótese, quer pelas sondagens periódicas, quer pelas avaliações institucionais, que ocorrem em épocas especificas e são iguais para todos? Onde fica o construtivismo tão defendido na nossa formação?"


Percebam que neste artigo meu deixei de tratar das condições de trabalho para tratar da questão exclusivamente didática, exatamente para mostrar que o "buraco" na Educação está muito além do que se fala por ai, vai além de prédios bonitinhos ou daquela maldita fala que nos jogam na cara, de que professor só quer trabalhar com o aluno ideal. 

Não se ofendam também com o meu grifo "em sala de aula": não estou menosprezando jamais quem agora está em cargos administrativos (conheço, pessoalmente, gestores maravilhosos, exatamente porque não se esqueceram de sua experiência em sala de aula) mas digo que a sala de aula é uma experiência UNICA, não existindo duas aulas iguais, dois alunos iguais...


Optei em escrever esse artigo nas férias, para evitar "contaminações", para permitir-me um olhar à distância.


Para terminar: alguém ainda não entendeu minha colocação inicial de que os professores são tratados cada vez mais como idiotas? Repito que não é nada pejorativo, mas uma realidade. Tome distância dessa realidade, como fiz nestas férias, e analise o que lhe é cobrado e os subsídios que lhe dão quando está em aula. Pior: verifique o tratamento que a sociedade nos dá, compare olhares, falas e até mesmo programas humorísticos.


Abraços a todos.


Professor João Cesar.
São Paulo (SP)

(Instrumento particular de livre expressão, prevista na Constituição Federal, que é maior do que qualquer lei existente que lhe contrarie).


Em tempo: Embasamento legal da multiplicidade de ferramentas pedagógicas - liberdade de cátedra: Constituição Federal, artigo 206:
"Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
...
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, ..."

Publicado originalmente em meu blog "Refletindo o Cotidiano Escolar":
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